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Técnicas sustentáveis na agricultura ganham cada vez mais espaço no Brasil

Informações divulgadas por membro da delegação brasileira na COP 24 revela que aumento foi de 27 milhões de hectares nos últimos oito anos, área que equivale a extensão da Nova Zelândia

Nos últimos oito anos, o Brasil ampliou em 27 milhões de hectares a área de plantio que utiliza práticas agrícolas sustentáveis e emitem menos gases de efeito estufa. A área equivale à extensão territorial da Nova Zelândia e contribui para que o país atingisse 80% do seu compromisso voluntário de redução de emissões de carbono na área da agricultura.
 
A informação foi dada pelo engenheiro agrônomo Sidney Medeiros, que integra a delegação brasileira do Ministério da Agricultura na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 24). O evento está sendo realizado em Katowice, Polônia, desde o último dia 3.
 
Segundo Medeiros, o aumento da área sustentável ocorreu a partir de 2010, quando foi lançado o programa “Agricultura de Baixo Carbono” (ABC), que corresponde a uma das ações de incentivo ao produtor rural para adotar práticas de produção combinadas à preservação ambiental ou recuperação do solo degradado.
 
Por meio do programa ABC, os proprietários rurais tem acesso a uma linha de crédito específica para iniciativas de plantio sustentável e adaptação a efeitos das mudanças climáticas. Desde 2010, o programa já liberou cerca de US$ 4,4 bilhões. Para este ano, foram disponibilizados US$ 2 bilhões, dos quais mais da metade já foi captada pelos produtores.
 
“Os produtores emprestaram dos bancos 4,4 bilhões de dólares para adoção de tecnologias climaticamente inteligentes, basicamente recuperação de pastagens degradadas; integração lavoura, pecuária, florestas; sistema de plantio direto; plantio de florestas comerciais; fixação biológica de nitrogênio e tratamento de dejetos e resíduos da produção animal”, explicou.
 
Medeiros esclareceu que para promover a produção de baixo carbono os produtores também tem acesso a outras fontes de recursos, inclusive internacionais, ou utilizam recursos próprios, como ocorre com mais frequência na pecuária, que é menos dependente de crédito do que a agricultura.
 
A agropecuária brasileira ocupa 30% do território nacional e é responsável hoje pela alimentação de mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo. O setor é um dos principais responsáveis pela maior parte das emissões de carbono do país.
 
O engenheiro ressaltou que a política de crédito como um todo incentiva para a diminuição da pressão do setor sobre o remanescente de florestas nativas no país e estimular o plantio de florestas comerciais em áreas degradadas.
 
Fonte: Agência Brasil

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Autor: Newsletter do Locador

Data de Publicação: 14/12/2018

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