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6º Congresso de Valorização do Rental bate recorde de público

Evento recebeu 230 pessoas, número superior aos registrados em edições anteriores. Para o presidente da ANALOC, o momento é de disseminar informação

O principal evento do setor de locação no Brasil superou as expectativas em todos os quesitos. Realizado pela ANALOC em 27 de novembro, durante a M&T EXPO 2018, o 6° Congresso Nacional de Valorização do Rental recebeu 230 locadores de todo o Brasil, interessados em atualização empresarial, estreitamento de relações e interatividade com as demais locadoras do mercado. O evento teve o patrocínio de empresas que apostam no segmento de locação, como Sisloc, DeWalt, John Deere, Manitou e Weber MT.
 
O congresso bateu recorde de público, em relação às edições anteriores. “A locação tende a se tornar um hábito, seja para pessoas físicas, seja para as empresas, já que adquirir uma máquina, uma ferramenta ou um objeto já não é uma solução tão atraente”, conjecturou Reynaldo Fraiha, presidente da ANALOC. Para ele, o momento é de disseminar informação. “A ANALOC está desenvolvendo trabalhos importantes junto às entidades associadas, criando linhas mestras, desenvolvendo ações e proposições de ideias”, complementou.
 
O congresso foi aberto por Afonso Mamede, presidente da Sobratema – Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração, que lembrou a mudança de expectativas desde meados deste ano. "As expectativas para 2019 são positivas e já vemos a aceleração das vendas de máquinas e equipamentos para o nosso segmento nesse final de ano", revelou.
 
Na sequência, Reynaldo Fraiha destacou o apoio da Sobratema e das entidades do setor de locação que foram decisivas para a realização desta edição do congresso.
 
“É gratificante estarmos todos aqui reunidos, mostrando a força do setor de locação, num momento em que tantas mudanças importantes acontecem e sinalizam horizontes promissores para nossa atividade. O foco da ANALOC é dar suporte às entidades associadas, para que elas estejam cada vez mais fortalecidas e proporcionando retorno eficaz às necessidades dos associados”, destacou.
 
Embora hoje o setor brasileiro de locação ainda represente 0,06% do PIB nacional, percentual baixo quando comparado à média mundial de 0,20%, Fraiha acredita que o setor caminha para um crescimento cada vez mais acentuado como em mercados mais maduros, onde até mesmo utensílios domésticos são alugados.
 
Palestras
 
A primeira palestra foi proferida por Expedito Arena, sócio fundador da Casa do Construtor, com o tema “Os números do setor de locação e como atrair investimentos para o setor”. De acordo com Expedito, se o Brasil melhorar um pouquinho em 2019 e o PIB subir 2%, poderá deve faltar máquina para locação no mercado.
 
“O futuro aponta para a cultura do compartilhamento, o que vai ao encontro do que o setor de locação de equipamentos de construção propõe. Alguns fatores serão preponderantes para que as empresas possam avançar no país, entre eles o fortalecimento do cenário macroeconômico, a retomada do crédito, além de um forte incentivo governamental que desburocratize as iniciativas dos empresários”, observou.
 
Num comparativo com o mercado norte-americano, Expedito demonstrou que ainda há muito espaço para a locação crescer. "O faturamento das empresas no Brasil corresponde a menos de 3% do que faturam os americanos. Estamos falando de um montante de apenas US$ 1,387 bilhões ante US$ 52 bi", comparou.
 
Na sequência, o engenheiro Sérgio Palazzo apresentou o tema “Tire sua empresa da UTI”, salientando a importância de gerenciar de perto alguns indicadores como tempo de pátio dos equipamentos, tempo e valor de utilização e o retorno do investimento. “O locador deve registrar todas as informações, caso contrário perderá o controle de sua própria empresa. Quem não controla, não gerencia”, ensinou.
 
Palazzo é diretor da Pella Construções e especializado na aplicação e operação de máquinas de construção de infraestruturas, representante do Brasil no Comitê Executivo da International Society for Trenchless Technology (ISTT). “Se o locador tiver a empresa na ‘UTI’, deve manter a todo custo sua saúde financeira, seus relacionamentos, a reputação e a integridade”, disse.
 
Perspectivas
 
A palestra de encerramento do congresso ficou por conta do jornalista e economista Luis Artur Nogueira, editor da Revista Isto é Dinheiro. De acordo com ele, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, deverá conquistar estabilidade política no Palácio do Planalto, para que o congresso não barre as medidas propostas. “No atual cenário, é importante que Bolsonaro tenha um aliado na presidência da câmara para que haja maior facilidade de colocar projetos de seu interesse em votação”, avaliou.
 
O palestrante diz que Jair Bolsonaro precisa proteger sua governabilidade evitando a formação de uma equipe investigada. Paulo Guedes, coordenador do programa econômico de Bolsonaro tem ideias ousadas e que prometem um cenário econômico otimista para o país. Guedes pretende priorizar a privatização de estatais para diminuir a dívida pública, estimando que o valor arrecadado com as privatizações chegue a R$ 1 trilhão. Com o capital arrecadado também será possível reduzir os juros do país e tornar o mercado mais atrativo para investimentos.
 
Para Luís Artur Nogueira, a Operação Lava Jato afetou indiretamente o setor de locação de máquinas na medida em que as grandes empreiteiras paralisaram suas obras após serem investigadas. “No momento em que a Lava Jato desvendou o esquema do petrolão na Petrobrás, as grandes obras desapareceram. Os locadores sentiram isso na pele, já que ficaram sem seus principais clientes para alugar equipamentos”, observa o economista.
 
“A infraestrutura tem tudo para ser o motor da economia e Paulo Guedes está convencido disso. Embora inicialmente o crescimento do Brasil esteja atrelado ao consumo, o que gera sustentabilidade para esse consumo é o investimento em infraestrutura”, deduz Nogueira. Paulo Guedes também sabe que o governo não tem dinheiro para obras públicas, portanto não será possível dar conta sozinho de 7 mil obras paradas. Para isso será necessário fechar parcerias com o setor privado.
 
Fonte: ANALOC

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Autor: Newsletter do Locador

Data de Publicação: 12/12/2018

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