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Gestão Pública: como usar a tecnologia para combater a corrupção

Ao acompanhar as propostas dos candidatos no período em que antecede as eleições, o discurso é macro e não dá lugar a assuntos sobre o uso da tecnologia no combate à corrupção.

 

 Ao acompanhar as propostas dos candidatos no período em que antecede as eleições, o discurso é macro e não dá lugar a assuntos sobre o uso da tecnologia no combate à corrupção. O tema Inteligência Digital aplicada por meio do conceito de Modelagem das Informações de Construção, ou BIM (Building Information, junto a Modeling), junto a outras abordagens correlatas, como o VDC (Virtual Digital Construction) e o Digital Twin, são inexistentes no atual debate político, porém deveriam estar nas manchetes, já que são tecnologias efetivas na busca por transparência, gestão e controle dos investimentos.

Quando falamos da aplicação do BIM, o tema leva à melhora de produtividade. Como exemplo, podemos citar as metas do governo do Reino Unido, que na sua segunda fase do programa de BIM, chamado Construction 2025, tem como objetivo diminuir em 33% os custos e 50% o prazo das obras, sem contar a redução da emissão de carbono e o fomento da economia com a exportação na área da construção. O Brasil já tem um programa bem estruturado, que está caminhando dentro de uma linha parecida, porém há uma outra aplicação do BIM que poderia ajudar muito o nosso País: a transparência.

Quanto mais simples e direta for a apresentação da prestação de contas e mais fácil for sua análise, mais cidadãos poderão entendê-las de forma direta, ou seja, mais cidadania teremos. Este é uma potencial contribuição do BIM, ainda que não explorada por nossos políticos.

Hoje, relatórios gerenciais e contábeis sobre custos e avanços de obra não são compreensíveis pela grande maioria da população. Esta falta de clareza pode levar a dúvidas sobre o motivo de um orçamento ter estourado. Erro de projeto? Orçamento mal feito? Imponderáveis inerentes à engenharia? Decisões administrativas, políticas ou jurídicas que afetaram os custos? Corrupção? Para resolucionar esses casos, há discussões em tribunais de conta e entre os gestores, assim como denúncias na imprensa, mas, geralmente, poucas conclusões que permitem separar o joio do trigo.

Agora, imaginem um projeto em 3D associado com o planejamento da obra e um gráfico do desembolso financeiro planejado, tudo animado, mês a mês, comparando o planejado com o realizado. Vou mais além: quão interessante seria se, na tela do celular, de qualquer cidadão, ao passar pela obra ou acessar o site do governo, poder tirar uma foto do QR Code associado à obra e obter essas informações? Isto é o BIM na dimensão 5D, sem marketing, sem assessoria de imprensa, sem custos adicionais, o "i" da informação fluindo em prol da transparência.

Um outro exemplo é a aplicação do "Irmão Digital" ou Digital Twin. Trata-se de uma cópia digital da obra, que recebe dados de forma contínua do mundo real por meio de sensores. Teríamos como analisar dados de forma muito mais eficaz, monitorar, entender e consertar problemas antes que ocorressem, além de possibilitar simulações e projeções. O custo adicional de criar o irmão digital ao se contratar a obra física é muito baixo. Sua correta aplicação mudaria o patamar dos serviços públicos na saúde, transporte e educação.

Alguns vão pensar que tudo isto é um grande devaneio, que o Brasil não tem nem o básico, logo não se deve pensar em sofisticações. Porém, são estas inovações que estão permitindo fazer "mais com menos", que estão revolucionando o mundo e que permitem o pequeno fazer mais que o grande. Vamos em frente!

*Marcus Granadeiro é engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da USP, presidente do Construtivo, empresa de tecnologia com DNA de engenharia e membro da ADN (Autodesk Development Network) e do RICS (Royal Institution of Chartered Surveyours).

Sobre o Construtivo.com

O Construtivo é uma empresa de tecnologia com DNA de engenharia. Pioneira no conceito de nuvem, desde 1999 atende os maiores projetos de infraestrutura do Brasil.

Fundado em 1999 como uma joint venture do Grupo Santander, o Construtivo passou por um processo de MBO(Management buy-out) em 2004 e se tornou uma empresa nacional.

Com sede em São Paulo e filial em Porto Alegre, o Construtivo tem como carro chefe a solução Colaborativo, ofertada na modalidade de serviço (SaaS) e atendendo mais de 25 mil usuários com rede de plena redundância e com padrões de segurança internacionais a partir de seus servidores em Data Center Nacional padrão Tier III.

As soluções do Construtivo não se limitam apenas àquelas que compõem o Colaborativo. Elas englobam o serviço e o conhecimento de sua equipe como parte do processo. Aproveitando o know-how de mais de 20 anos de sua equipe em CAD e o pioneirismo em BIM, o Construtivo estabeleceu um núcleo de serviços de CAD / BIM.

Com cerca de 100 clientes ativos, entre eles UHE Belo Monte, CSN, Systra Vetec, CEEE, Voith, EBEI, Exto, CTG Brasil, Mobissom, LPC Latina, Rodobens, State Grid, JHE, PK, Voith, Rumo e Energia Consult, o Construtivo.com se tornou uma das principais empresas voltadas para o gerenciamento de processos com especialização em engenharia civil do país, atendendo áreas como energia, transporte, administração pública, manutenção, entre outras.

Informações: http://www.construtivo.com/

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Autor: Newsletter do Locador

Data de Publicação: 29/09/2018

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